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WHERE IS MY MIND

02
Nov18

Leitura do momento - Os bebés de Auschwitz

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OS BEBÉS DE AUSCHWITZ - O LIVRO QUE NOS LEVA A VER A VIDA DE OUTRA MANEIRA

Os campos de concentração de Auschwitz sempre foi algo que me revoltou, que me incomodou, mas que por outro lado me interessou sempre bastante saber histórias verídicas do que realmente se passou lá dentro, pois deve ser das épocas históricas mundiais que mais mexeram com o mundo em geral, com a desumanidade e todas as repercussões que tiveram.

O livro que vos trago hoje aqui é a história de três mulheres que viveram nos campos de Auschwitz, e que no meio de milhares pessoas, incluindo crianças, idosos, mantinham um segredo – traziam ao mundo mais uma vida. Mas para isso tinham de sobreviver a toda a suplício que vida foi nesse tempo para os Judeus.

 

Em 1994, Priska, Rachel e Anka, chegaram a Auschwitz . Dentro delas apenas morava o sentimento de medo e da incerteza do seu futuro, pois encontravam-se sozinhas, mesmo estando naquele campo com os respectivos maridos e até mesmo familiares, mas lá era tudo muito diferente, cada um tinha de sobreviver sozinho.

Estas três mulheres tinham em comum um segredo:estavam grávidas.

As mulheres grávidas nos campos de concentração eram consideradas inúteis (eram comparadas ás pessoas doentes), e corriam mesmo risco de vida, pois podiam ser mortas a qualquer momento (sendo que claramente todas as pessoas tinham esse receio, mas estar grávida poderia acelerar a chegada desse momento) e por isso mesmo sempre que eram questionadas pelos médicos negavam a sua gravidez, mesmo tendo consciência de que caso fossem apanhadas a mentir as consequências iriam ser horríveis, mas a verdade é que no caso delas a mentira teve um efeito milagroso e salvou a vida aos seus bebés.

Ao longo do livro é descrita a vida que estas três mulheres viveram antes de serem apanhadas e levadas para os campos de concentração, e depois de integrarem os campos de concentração(delas e das milhares de pessoas que lá passaram, mas que muitas não tiveram a sorte de sobreviver para contar).

Dentro dos campos, era uma questão de sobrevivência, e muitas das vezes mesmo que as pessoas lutassem com todas as forças, não era possível, acabando por falecer, ou por serem mortas.

As pessoas passavam a viver em condições precárias, passaram a ter restrições drásticas de comida, não sendo minimamente suficiente para se alimentarem, quando não eram castigados e não tinham direito a nenhum bocado de comida, sendo que mesmo quando tinham direito a comida estava estragada, era feita de restos de comidas, ou estavam já mesmo podres. As coisas eram tão trágicas, que o facto de tomarem um banho de água fria (o que era muito raro), para eles era significado de vida, pois podiam minimamente limpar o corpo, e mais importante que isso conseguiam matar a sede.

Falta de higiene, que originavam doenças, e posteriormente epidemias, e ninguém se preocupava com isso, pois se morressem “já não tinham trabalho a mata-los” , escravidão, condições desumanas.

 

 “Muitas prisioneiras desmoronaram naquelas condições pavorosas. Infestadas de piolhos, passavam o dia e a noite se coçando, até se ferir. Delirando de fome, algumas desmaiavam. (…) Seus corpos se deterioravam ainda mais debaixo daquelas roupas imundas (…)

Os mortos eram empilhados num canto, formando um amontoado macabro de membros brancos.”

 

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Opinião sobre a edição deste livro: Sem dúvida que é um livro que vale cada página, retrata tão bem tudo o que se passou nesse tipo de campos criados por Hitler.

Esta edição está muito bem conseguida, pois para além de escrita bastante atraente, ainda tem imagens ilustrativas bastantes interessantes.  

 

Este é daqueles livros que deve de ser lido no silêncio total, e tentarmos viver a experiência daquelas pessoas, na nossa pele, e pensar que aquele bocado de pão que já não nos apetece ao pequeno-almoço, o resto da comida que fica no prato ao meio dia, era o que muita gente precisava naquele momento, e infelizmente hoje em dia não por causa daquelas condições, mas por outro tipo de situações, tem pessoas que precisam disso. É um livro que me fez ver esses pequenos apontamentos do nosso dia-a-dia faz toda a diferença para outra pessoa. Passei a tirar menos comida para o prato, para não deixar nada no prato.

 

Outro tipo de crescimento pessoal que este livro nos dá, é sem dúvida o optimismo. Estas três mulheres nunca perderam a esperança de que um dia tudo iria mudar, e tudo ia ser melhor.

 

Este livro devia de passar pelas mesinhas de cabeceira de toda a gente.

 

Um beijinho e até ao próximo post 

 

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